04-07-2011 PETISTA FAZ POLITICAGEM COM GREVE DE PROFESSORES. ASSEMBLEIA PARA POSSÍVEL FIM DO MOVIMENTO SERÁ TERÇA


- Mais um encontro entre o Governo do Estado e o comando de greve dos professores aconteceu em pleno domingo. Por parte do governo, como disse pelo twitter ontem à tarde, o secretário da Educação, Marco Tebaldi, a nova proposta contempla “grandes avanços”. Ele disse esperar que o Sinte aceite e encerre o movimento grevista. A assembleia para esta definição está marcada para esta terça-feira.

Segundo o site do Sinte, as propostas colocadas foram estas:

1. Reitera os termos da proposta aos professores apresentada pelo Governo ao Sinte em 15 de junho de 2011.

2. Iniciará a recomposição da regência de classe nas seguintes bases:

A- passar a regência de classe de 25% para 30 % em agosto deste ano e para 40% em janeiro de 2012;

B- passar a regência de classe de 17% para 20% em agosto e para 25% em janeiro de 2012;

C- passar a gratificcação dos especialistas de 15% para 20% em agosto deste ano e para 25% em janeiro de 2012;

D- passar os percentuais vinculados ao pagamento das horas excedentes de 3% (1,5 +1,5%) para 3,6% (1,8% + 1,8%) em agosto e para 5% (2,5% + 2,5%) em janeiro de 2012.

3. Solicita ao Sinte a indicação de 4 representantes para formar o grupo de trabalho definido na proposta aos profdessores, afim de iniciar seus trabalhos no dia 06 de julho próximo.

- Enquanto isso, em meio à greve que se estende há praticamente um mês e meio, a politicagem corre solta. O braço direito da presidente Dilma Rousseff, Ideli Salvati (PT), emprestou seu apoio ao professores grevistas do Estado. Tudo estaria normal e intendível, se ela tivesse feito o mesmo em relação aos professores grevistas de Joinville. Afinal de contas, mais do que no Estado, em Joinville eles foram muito mais maltratados, ironizados e desrespeitados pelo poder dominante. Mas, como em Joinville, a Prefeitura está sob o comando do PT, Ideli evitou comprometimentos.

Não adiantou o prefeito Carlito Merss (PT) insistir na total falta de possibilidades financeiras de atender aos pleitos dos grevistas. Ideli não apareceu com uma boa notícias do Governo Federal. Nada. Agora, mesmo quando o governador senta com os grevistas para negociar, mesmo quando há evoluções em relação aos pleitos, bem ao contrário do que ocorria em Joinville, Ideli busca colocar lenha na fogueira. Lamentável. Melhor serventia teria, se a petista procedesse desta forma sempre, não apenas quando lhe convém partidariamente. Aí pega mal e só mostra a postura fútil e desprezível que adota.

- Para piorar o quadro de seu partido, o melhor estilo vingança domina as ações no diretório em Joinville. A busca para expulsar o grupo petista que levanta a voz contra as aberrações do Executivo local, o pedido de expulsão do vereador Adílson Mariano foi oficializado e o próximo deverá ser o do presidente do Sindicato dos Servidores, Ulrich Beathalter. O advogado de Mariano, Chico Lessa, já adiantou que vai recorrer da decisão, caso seu recurso administrativo seja recusado no diretório. A ida à Justiça não está descartada. O pedido de desfiliação partidária de Adílson Mariano ainda promete muitos desdobramentos.

Mas, independentemente deles, fica clara a falta de postura democrática do PT. A forma complacente e altamente entendível de reuniões e ampla discussão só é válida enquanto é conveniente para a meia dúzia que está a frente da sigla. Mais ou menos o que aconteceu com a Busscar. Discurso fácil e farto quando era oposição e o esporte predileto dos petistas era o tiro de pedra no telhado alheio. Depois, no poder, quando mais se precisava transformar em ações o discurso por tanto tempo pregado, o que se viu foi a passiva postura de ignorar os apelos de milhares de pessoas em Joinville.

(20h25min)

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